sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Falarei das baratas...

Vi duas baratas se acasalando (seria a palavra correta?) num canto do meu jardim de casa. Senti inveja, nojo e solidão. Mas todos estes sentimentos logo se esvaíram e deram lugar aos meus pequeninos olhos curiosos e atentos; era a dança do sexo que ocorria à minha frente. As baratas se entrelaçavam de "costas" uma para outra, ou seja, nao se olhavam e, entretanto, provavelmente, uma sentia à outra.

É algo muito complexo de se ver e entender... o arranjo tortuoso, nojento e que me fez pensar nos relacionamentos humanos. Um homem e uma mulher transando ou dois homens, ou duas mulheres transando, fazendo sexo, fazendo amor. Imagino todos estes no jardim de minha casa. Risos. Costumo rir com mais frequência quando estou sozinha e esse é o momento de rir e tomar um chá, a prudência me escapa com o passar dos ponteiros.

Enfim! Vamos imaginar toda este rede de pessoas numa dança de acasalamento; é obra de arte em movimento e que por tantos anos esteve guardada entre quatro paredes, entre olhares. Mas ultimamente o ato sexual tem tomado todos os cantos da casa e das ruas. Está em demasia. Irei matar as baratas, apenas contraste de pensamento e uma pitada de maldade.


Um comentário:

  1. uauuuuuu! Acredito que quando o observador passar a ser protagonista, as dúvidas, incertezas e inseguranças vão dar espaço a plenitude do sentir.

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