terça-feira, 28 de junho de 2011
Conto pela metade
Seria certo dizer-lhe que vi aquele espectro mistificado e adentrando em minha teia de emoções visuais. Visão confusa, estranha, difusa, coisa que nem me lembro mais ao certo do que era... ultrapassou minha pupila, assim como se transpassa a alma alheia no momento do coito. Sentou- a cinco metros à minha frente e vi que pediu um vinho, seguido de duas doses de conhaque; estava em desconsolo, olhos ardentes em si. Eu vi mas o espectro não me viu; isso prolongou sua tristeza. Peço uma taça com vinho português. E a noite apenas começou.
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