terça-feira, 28 de junho de 2011

Conto pela metade

Seria certo dizer-lhe que vi aquele espectro mistificado e adentrando em minha teia de emoções visuais. Visão confusa, estranha, difusa, coisa que nem me lembro mais ao certo do que era... ultrapassou minha pupila, assim como se transpassa a alma alheia no momento do coito. Sentou- a cinco metros à minha frente e vi que pediu um vinho, seguido de duas doses de conhaque; estava em desconsolo, olhos ardentes em si. Eu vi mas o espectro não me viu; isso prolongou sua tristeza. Peço uma taça com vinho português. E a noite apenas começou.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Adeus ao meu singelo sentimento.

A tristeza me afunda a alma
Estou egocentricamente em mim
E de malas prontas rumo ao fundo do meu poço colorido e cheio de flores e...
seco,
sem água.

Talvez já tenha me despido demais em você e agora seja a hora de acordar para torpe realidade
Manhã de dez horas..
É tarde pra mim o seu alvorecer.
São simplesmente onze e onze e o trem se aproxima.