terça-feira, 27 de julho de 2010

Rabisco

Beco sombrio
Sóbrio e sozinho me vejo
Brincando com minhas tortas linhas de palavras!
E me vejo querendo do bêbado uma flor
E do sóbrio homem de terno e gravata...
quero o doce néctar do álcool.

Extinto

Sentir a arte que nasce e renasce e em meu peito floresce... negra e linda
E que talvez não se expresse na postura corporal e no conhecimento da arte
Que se expresse na alma sendo esta expressão a mais perfeita arte inacabada
Um dom
Uma dádiva.

Sê assim, ímpar quanto qualquer outro
Ter de se esconder por sentir-se estranho e imcompreendido é a mais cruel das dores
Cancelar o prazer e a felicidade da certeza de um sonho de frutos demorados
Mas sobretudo tão esperados e desejados...
É a mais cruel das decisões e a mais terrível covardia.

Desespero-me se paro e penso sobre isso.

Incômodo

Tudo aperta a consciência insana
O medo comprime o perfume da flor
Flor seca
Desespero e dor.

Colher de açúcar e chá
Canela em pó
Dois dados e uma jogada
Só.
sozinha.

E que fez você de minhas poesias?
Poesia trépida
Despida
Oh...monotonia...
Desgraça conhecida
Tristeza!

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Água

Velando o barco e a vela do barco
Andando me tardo em meu ser
vendo eu e me dando adeus
solenimente vago em ser
Sendo só
Sendo sol
E me queimando entre brisas
E se esvaindo
em risos prudentes
De ló a ló

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Rimas

VAGO VÃO VOU SENDO EU
VAGO EM VÃO NO VÃ ADEUS
ME VAGO VAZIA
VENTANDO NO VENTO VENDO O RELENTO
E ME TENTO POR DENTRO DO MEU SER.